Multa paga por Ronaldinho à Justiça paraguaia ajudará menina com atrofia


Campanha “Somos Todos Bianca” receberá cerca de US$ 30 mil para tratamento de doença congênita

Reprodução Campanha arrecada doações para menina com Atrofia Muscular

O destino de parte da multa que será paga por Ronaldinho Gaúcho, e o irmão e empresário, Roberto Assis, para que possam ficar em liberdade após quase seis meses detidos no Paraguai já é conhecido. O dinheiro será revertido para o tratamento de Bianca, uma garotinha conhecida em todo o país pela luta contra uma doença congênita.

Os irmãos Assis Moreira foram declarados livres pelo juiz de garantias Gustavo Amarilla, que determinou a suspensão condicional de seus processos. Para que sejam extintos, a doação como “reparação social” é necessária, de US$ 1,1 mil no caso de Roberto, e US$ 90 mil no caso de caso de Ronaldinho. A campanha “Somos Todos Bianca” receberá cerca de US$ 30 mil.

O caso foi declarado como de interesse nacional pela Câmara dos Deputados, como destacou Amarilla ao final da audiência preliminar em uma das salas do Tribunal de Justiça de Assunção. O juiz acrescentou que a corte supervisionará o uso desses fundos, o que, em suas palavras, poderia significar para a menina e sua família a compra de um medicamento que poderia salvar sua vida.

🔺Gracias al Juez 👨‍⚖️Gustavo Amarilla por confiar en la Causa y en la lucha contra la Atrofia Muscular Espinal que…

Posted by Todos somos Bianca on Monday, August 24, 2020

O restante da “reparação social” de Ronaldinho será depositado em uma conta oficial para a compra de suprimentos médicos no Hospital de Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Assunção. Durante a leitura da sentença, Amarilla afirmou que o local é um centro que não está vinculado com o Ministério da Saúde, e revelou que como amigo dos médicos, sabe as necessidades do ‘Hospital dos Pobres’, como o espaço é chamado.

A quantia imposta a Assis será doada ao Ministério da Justiça para a compra de suprimentos e equipamentos de biossegurança para os vigilantes de todos os presídios do país, em razão da pandemia. “O Paraguai não ignora este problema da Covid-19, e o primeiro destino foi para as penitenciárias. Vocês conheceram por um tempo a realidade de nossas prisões”, disse.

O magistrado esclareceu que o valor total da reparação será descontado da fiança de US$ 1,6 milhão depositada pelos acusados para terem acesso à prisão domiciliar. Eles cumpriram o período em um luxuoso hotel em Assunção desde abril. Antes, passaram pouco mais de um mês detidos na sede do Grupamento Especializado da Polícia Nacional, também na capital do país vizinho.

* Com EFE



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