Ex-presidente do Palmeiras, Paulo Nobre desabafa e pede a permanência de Abel Ferreira 


Tratando a queda na Copa do Brasil como ‘inadmissível’, o ex-mandatário afirmou que está irritado, mas pediu a permanência do técnico

JALES VALQUER/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOPaulo Nobre presidiu o Palmeiras entre 2013 e 2016

Presidente do Palmeiras entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016, Paulo Nobre utilizou as suas redes sociais na tarde desta quinta-feira, 10, para manifestar a sua indignação com a eliminação diante do CRB, em pleno Allianz Parque, em jogo válido pela terceira fase da Copa do Brasil. Tratando a queda como “inadmissível”, o ex-mandatário afirmou que está irritado, mas pediu a permanência do técnico Abel Ferreira, que embora tenha conquistado dois títulos importantes na temporada passada, passou a ser alvo de críticas também pelas derrotas na Supercopa do Brasil, na Recopa Sul-Americana e na final do Paulistão.

“Não tem como não estar muito puto da vida hoje! É da nossa natureza sermos apaixonados e querermos vencer sempre. Mas ser eliminado para um time pequeno, apesar de muito brioso, é inadmissível, mesmo que não tenha sido a 1ª vez que isso aconteceu com o Palmeiras! Agora é muito importante ressaltar 2 coisas. Primeiro: não é possível iniciar do zero em junho um planejamento novo pra 2021! Trocar técnico agora e trazer quem? Lembrem que o Abel foi a 4ª opção que o Palmeiras tentou ano passado e teve a grata surpresa de ter dado muito certo. E agora querem trocar para trazer quem? Já tem alguém ou vai ser a mesma trapalhada do ano passado? Não seria mais lógico e muito mais fácil a diretoria do Palmeiras agir internamente, cobrando a portas fechadas o elenco todo e dando sustentação explícita e pública ao trabalho de uma comissão técnica que já está em curso e que já provou que pode render muitos frutos, do que partir para a simplicidade de nomear o técnico culpado de tudo e trocá-lo sabe-se lá por quem?”, comentou Paulo Nobre.

“Talvez poderiam fazer algumas contratações pontuais indicadas por esse técnico, e estar junto dele avaliando e cobrando resultados, com profissionalismo e não achando que as coisas vão se resolver por passe de mágica! Senhores, “a bola não entra por acaso”! Defender todo o grupo externamente e cobrar internamente, sem terceirizar para a torcida fazer esse papel, une o grupo e não deixa o Palmeiras à deriva! E segundo ponto fundamental: hoje depois de uma eliminação absurda, vestir com orgulho a camisa do Palmeiras e mostrar para o mundo que vencer é uma delícia, mas o verdadeiro sentido de tudo é ser palmeirense, aconteça o que acontecer! Avanti Palestra sempre”, completou.



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